20 a 30 de Agosto de 1938
Venâncio – Leiria
Antes
"É preciso que o VI seja um passo em frente, dado com energia, e já, na vida do C.N.E.
Fazendo o Grupo as despesas, terá o direito de escolher o melhor Escuta e, assim, em vez dum Acampamento de meninos ricos, o VI será um acampamento dos melhores Escutas do C.N.E. O local fica a 2 km de Leiria, é central e tem muitas vantagens. O Lís fica a apenas 1 km, e não se esqueçam de que é necessária uma inspecção médica antes do acampamento.
Ninguém poderá fazer a sua ginástica de estômago vazio, pelo que será praticada a seguir ao pequeno-almoço e não esquecer que não devem andar de cabeça descoberta por causa das insolações. Podem e devem repousar estendidos numa manta ao ar-livre, mas nunca nas tendas.
Vamos ter selos comemorativos, telefone em campo, jornal diário, D.M.F. e bastantes excursões."
Durante
Conta-se, por registos escritos de que o local de campo era excelente e que todas as infra-estruturas eram as desejáveis, o que proporcionou um bem-estar muito satisfatório.
O primeiro dia não feito muita coisa, visto que a óptima organização de campo, fez com que cada delegação que chegasse se limitasse somente, em montar a tenda, comer e dormir. No dia seguinte. foi a cerimónia de abertura, algo de muito próximo do perfeito, como tem o nos ACANAC's anteriores.
Durante essa tarde, continuaram a chegar delegações, como a Região de Lisboa, cujo número de pessoas excedeu as expectativas da Junta Central. Chegou também o contigente de Coimbra e outros contigentes de pequeno número de membros. Quando a Bandeira Nacional foi hasteada, ao início da tarde já estava todo o contigente do VI presente. Depois desta cerimónia atentamente assistida pelas altas individualidades governamentais e do clero nacional, estes efectuaram a habitual visita ao campo, ficando seriamente fascinados com o que viram.
O jornal de campo foi, mais uma vez, um sucesso, há relatos que até nos cafés em Leirias, os populares desfolhavam com interesse "O VI".
Foram feitas visitas e passeios, por exemplo ao Castelo de Leiria, ida às Berlengas, à fabrica de Macieira do Liz e a da Marinha Grande. Os Escutas foram também a Aljubarrota, relembrar os antepassados do primeiro ACANAC, visitando a Capelinha de S. Jorge, onde ainda permanece a estatueta do Beato Nuno.
No último Fogo de Conselho, o grito "Até ao VII" dado por D. José de Lencastre foi muito sentido pelos escuteiros presentes, o que fez com que os escuteiros pegassem o seu Comissário com orgulho e o carregassem aos braços, premiando-o pelo enorme esforço que o primeiro Chefe Nacional teve em manter a chama do C.N.E. viva.
Depois
"Fiéis à nossa divisa «Sempre Alerta», não abandonemos o nosso posto por mais sacrifícios que nos exija. É costume, depois da colheita, proceder-se à separação dos frutos. é necessário, porém, como sempre, guardar os bons frutos e inutilizar os maus.
Entre os milhares de pessoas, de todas as classes sociais, que visitaram o campo, admiraram e aplaudiram os trabalhos dos rapazes, destacamos as autoridades Eclesiásticas, Civis e Militares..."
"O chefe Santa Maria, a dirigir as caravanas organizadas no VI, pediu ao Assistente de Campo que lhe benzesse o saco do dinheiro, a ver se, no fim, havia saldo...."