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Mensagem de Natal do Assistente Nacional - quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
Criado por: Gonçalo Vieira - Categoria(s): Geral - Visualizações: 3857
 
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Vivemos tempos de mudança célere e de multiplicidade de propostas e ofertas. Devido ao processo de globalização, seja no campo, seja na cidade, todos sentimos a complexa fugacidade do tempo e, estou em crer, partilhamos um duplo sentimento de admiração pelos avanços da ciência e da tecnologia mas, simultaneamente, de algum receio e cepticismo no que diz respeito aos efeitos desta forma de viver, em nós, e naqueles que nos sucederem.

 

É certo que temos razões para falar de reais «ameaças» à pessoa humana, à vida, à família, à sociedade e ao mundo inteiro, mas temos igualmente razões para afirmar o enorme potencial positivo daquilo que hoje nos é oferecido, como por exemplo a facilidade de comunicação à escala mundial e um crescente acesso dos povos ao cuidados de saúde, embora haja ainda muito a melhorar… Por isso, acolhemos e construímos a história do Presente, conscientes, porém, que cada vez podemos controlar menos as consequências negativas daí decorrentes. São, pois, tempos novos, com algumas questões novas e muitas nada novas.
Ora, a referida abundância de ofertas parece preencher o horizonte do nosso quotidiano. Por vezes parece que tudo se resume a usufruir, desfrutar, gozar, adquirir ou ter. Tudo parece contribuir para criar uma falaciosa aparência de satisfação e até de bem-estar. Contudo, o horizonte do homem não se alcança em nenhum ATM bancário, em nenhuma loja de Centro Comercial, em nenhum Cartão de Crédito e em nenhuma rede de Internet ultra-rápida. Também não se encontra nos breves momentos de sucesso que a Televisão aluga a uns quantos participantes de concursos, ou noutras montras de fama rápida e efémera. Em nada deste mundo podemos encontrar o horizonte para o qual fomos criados. Vendo com os nossos limitados olhos terrenos, tudo parece pequeno e insuficiente. A criação do Homem não pode ter tido como fim último gerar uma sociedade presa a si mesma, nos esquemas que constrói e nas falsas metas que define.
Na verdade, o horizonte para o qual fomos criados é o Céu. Essa sim, é a nossa meta, e a nossa passagem por este mundo visa contribuir para que todos possam saborear a vida em Deus, acolhendo o Seu Amor.
Celebrar o Natal é celebrar a importância que Deus dá ao Homem, obra das Suas mãos. Cristo incarnou para nos permitir chegar a Deus Pai. O Natal é a celebração do início da nossa redenção, e é uma clara e inequívoca palavra de Deus à Humanidade: o horizonte de cada pessoa humana é a vida eterna. Tudo o resto é nada.
Assim, o que desejo para todos vós nesta quadra natalícia é que possais saborear a graça deste tempo com muita alegria, paz, serenidade e esperança.
Temos grandes desafios diante de nós, mas não estamos sós!
Temos dúvidas e receios, mas o Senhor está connosco!
Não sabemos sempre como agir e o que devemos fazer, mas a Palavra guia a nossa vida!
Por tudo isso, bendizemos o nosso Bom Deus, e para Ele voltamos o nosso cântico de louvor e adoração: Gloria in Excelsis Deo!
Santas Festas de Natal!
 
Pe. Rui Silva
(Assistente Nacional)
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