Olá Lobitos!
Há muito que esperávamos ter um espaço como este onde pudéssemos estar mais “perto” uns dos outros! Ao longo deste ano, iremos usar este meio, a internet e o site do CNE, para caminharmos mais juntos na aventura que é ser escuteiro! Por isso, pega no teu computador ou vai ao computador da tua escola ou do teu agrupamento e navega por aqui, descobrindo o que temos para ti! Não te vais arrepender!!! A ideia é que, por aqui, sejamos uma só Alcateia, vivendo de uma forma muito especial alguns momentos importantes das nossas vidas e, assim, como dissemos no dia da nossa promessa “sermos irmãos uns dos outros e mais amigos de Jesus”! O desafio está lançado! Esperamos que o aceites!!!! Como sempre, com uma grande alegria e “Da melhor Vontade”!
Desde o último dia 30 de Novembro que nós, em Igreja, estamos a preparar o Natal. A este tempo de preparação para o Natal chamamos Advento que dura nada mais nada menos que quatro semanas. O tempo do Advento e do Natal tem muito a ver connosco Lobitos! Por muitas razões, mas especialmente por duas. A primeira é que o dia 25 de Dezembro era o dia do sol para o Império Romano. Por Jesus ser o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16) é que a Igreja escolheu este dia para celebrarmos o dia do nascimento do nosso melhor amigo: Jesus! Isto tem tudo a ver connosco. Não percebes por quê? Porque o lenço amarelo que temos é da cor do Sol dourado, símbolo de Jesus Cristo, nosso amigo, que nos ilumina e nos ajuda a crescer. A segunda razão é porque no Advento começamos a montar as nossas árvores de natal e também os nossos presépios. Ora, segundo a tradição, o nosso padroeiro, S. Francisco de Assis, é o criador da nossa tradição de montar presépios neste tempo do Advento e Natal.
Para vivermos melhor este tempo deixamos-te algum material que poderá ajudar... Sempre... “Da melhor vontade”!!!
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CURIOSIDADES DO TEMPO DO ADVENTO E DO NATAL
1. QUAL É O SIGNIFICADO DO NATAL?
O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo actualmente uma das festas católicas mais importantes. Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento. Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se com o facto de esta data coincidir com o dia do sol (a Saturnália) dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, vendo a Igreja aqui uma oportunidade de cristianizar a data. O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa. Assim, não se esqueçam que o Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento d’Aquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.
2. POR QUE FAZEMOS OS PRESÉPIOS?
 Muitos atribuem a S. Francisco de Assis a criação do primeiro presépio. Tudo se passou na véspera de Natal, noite de 24 de Dezembro de 1223 (século XIII), com a realização de uma missa diferente dentro de uma gruta, onde estava representado o nascimento de Jesus. Para que tudo corresse conforme o planeado, S. Francisco de Assis teve de realizar alguns preparativos. Giovanni Vellita, o magnânimo senhor da região, disponibilizou os animais verdadeiros (um jumento e um boi) e o feno. Estes foram transportados para uma gruta que S. Francisco de Assis descobriu na floresta de Greccio (ou Grécio). No feno foi colocada uma imagem do Menino Jesus, estava assim criado o berço. S. Francisco criou ainda mais duas imagens, a da Virgem Maria e a de S. José, que foram colocadas uma de cada lado do berço, e junto destas os animais. Estava assim tudo preparado para a realização da missa. Como já foi dito, a missa celebrou-se na noite de 24 de Dezembro de 1223, só que em vez se ser celebrada igreja como era habitual, esta realizou-se na gruta preparada por S. Francisco, sendo celebrada pelo cardeal Ugolino, Conde de Segni. Passados 2 anos, S. Francisco faleceu, contudo durante esses anos não se tornou a realizar a representação do nascimento de Cristo. Há quem diga que S. Francisco de Assis não possa ser considerado como o criador do presépio, mas ninguém pode pôr em causa a importância do seu acto para o aparecimento destes. Os frades franciscanos podem ser considerados verdadeiros pioneiros na construção de presépios, já que imitaram a encenação criada por S. Francisco em igrejas e conventos por toda a Europa. Em 1986, S. Francisco de Assis foi considerado patrono dos presépios. A palavra presépio é de origem hebraica e significa manjedoura de animais.
3. QUAL É O SIGNIFICADO DA ÁRVORE DE NATAL?
A Árvore de Natal é um pinheiro ou abeto, enfeitado e iluminado, especialmente nas casas particulares, na noite de Natal. A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal. Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano. Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto. Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade. Como o uso da árvore de Natal tem origem pagã, este predomina nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico. Nos países católicos, como Portugal, a tradição da árvore de Natal foi surgindo pouco a pouco ao lado dos já tradicionais presépios. Contudo, em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente quando comparada com os restantes países. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal. Até aos anos 50 do século XX, a Árvore de Natal era até algo mal visto nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Contudo, hoje em dia, a Árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia portuguesa e já todos se renderam aos Pinheiros de Natal!
4. QUAL É O SIGNIFICADO DA MISSA DO GALO?
A missa do galo tem a sua origem na província espanhola de Toledo. Cada lavrador matava um galo em memoria daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus. A ave era levada para a Igreja e oferecida aos pobres, a fim de terem um almoço melhorado no dia de Natal. Em algumas aldeias espanholas e portuguesas levava-se o galo vivo para a Igreja para que ele cantasse durante a missa.
5. COMO SURGE O BOLO REI?
Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12). Segundo o relato, ofereceram a Jesus três presentes: Ouro (símbolo da Sua realeza), Incenso (símbolo do Seu Sacerdócio) e Mirra (símbolo da Sua Humanidade). Diz a lenda que, quando os Magos foram visitar Jesus, com a intenção de Lhe oferecerem os presentes, a cerca de sete quilómetros do local onde o Menino se encontrava, tiveram uma discussão: qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes? A solução foi-lhes dada por um artífice que, assistindo à conversa, quis ajudar a encontrar para o problema uma saída que a todos agradasse. Ele faria um bolo cuja massa incorporaria uma fava. Repartindo pelos três, seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino Jesus, aquele em cuja fatia se encontrasse a fava. Conhecido pelo nome de Bolo Rei feito para escolher um rei, aquele doce passou a usar-se sobretudo no Natal. Há um outra lenda que diz ter sido um bolo de fruta e que os crentes deviam comer doze bolos entre o Natal e os dia de Reis (um por dia, pois entre o Natal e o dia de Reis são precisamente 12 dias...). A côdea simbolizava o ouro; o miolo e a frutas secas, a mirra; o aroma, o incenso.
Fontes: Silva Araújo, “Viver o Natal”
http://natalnatal.no.sapo.pt/
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GESTOS QUE PODEMOS TER NO TEMPO DO ADVENTO...
Um dos gestos que podemos ter neste tempo do advento, que já sabemos ser o tempo de preparação para o Natal, é fazermos na sede do nosso Agrupamento e mesmo em casa, com a ajuda dos nossos pais a tradicional “Coroa do Advento”. Já a deves ter visto na tua Igreja, mas é mais ou menos como esta que te mostramos na imagem ao lado...
A coroa (por ser de forma circular...) tem quatro velas que simbolizam os quatros domingos que o advento tem. Acendemos, assim, uma vela por cada domingo que vivemos neste tempo do advento. Podemos ao mesmo tempo ir construindo devagarinho o nosso presépio. Propomos-te, assim, que em cada domingo ao acendermos a vela correspondente, façamos uma oração e coloquemos, domingo a domingo, uma imagem diferente no presépio, como te explicamos a seguir...
1º Domingo – 30 de Novembro
Acendemos a primeira vela da coroa, colocamos junto à coroa a imagem de Nossa Senhora e rezamos assim:
“Nossa Senhora e nossa Mãe, escutai a nossa oração! Queremos ser vossos filhos e amar-vos com toda a força do nosso coração. Ajudai-nos a cumprir sempre os nossos deveres para com Deus, a Igreja, a Pátria e o próximo e a vivermos bem este tempo do advento. Nossa Senhora, Mãe dos Escutas! Rogai por nós!”
E colocamos a imagem de Nossa Senhora no presépio.
2º Domingo – 7 de Dezembro
Acendemos a vela correspondente a este domingo e a da semana passada, colocamos junto à coroa a imagem de S. José e rezamos assim:
“Senhor Jesus, como S. José e com a sua intercessão, ensinai-nos a ser generosos, a servir-Vos como Vós o mereceis, a dar-nos sem medidas, a combatermos sem cuidarmos das feridas, a trabalharmos sem procurar descanso, a gastarmo-nos sem esperarmos outra recompensa senão sabermos que fazemos a Vossa vontade santa. Ámen.”
E colocamos no presépio a imagem de S. José.
3º Domingo – 14 de Dezembro
Acendemos a vela correspondente a este domingo e as das semanas passadas, colocamos junto à coroa as imagens dos pastores e rezamos assim:
“Senhor Jesus, como os pastores queremos ir ao Vosso encontro para Vos conhecermos cada vez mais. Para que tal aconteça Vos pedimos que deis à Igreja e ao Mundo muitos e santos padres, nossos pastores, que nos ajudem a descobrir o caminho para Vós.”
Rezamos um Pai Nosso e colocamos as imagens dos pastores no presépio.
4º Domingo – 21 de Dezembro
Acendemos a vela correspondente a este domingo e as das semanas passadas, colocamos junto à coroa as imagens dos reis magos e rezamos assim:
“Divino Menino Jesus, tal como os reis magos Vos ofereceram Ouro, Incenso e Mirra, também hoje nós Vos oferecemos inteiramente o nosso coração. Enchei-o das Vossas virtudes e ensinai-nos a imitar-Vos. Nós queremos seguir o Vosso exemplo com toda a nossa boa vontade, para assim, com a ajuda da Vossa Mãe, Maria Santíssima, crescermos em graça e idade. Ámen.”
E colocamos no presépio a imagem dos reis magos.
E O MENINO JESUS????
Propomos-te que coloques o Menino Jesus no presépio depois de teres vindo da Missa do Galo. Caso não possas ir à Missa do Galo coloca o Menino Jesus no presépio no dia 24 de Dezembro antes de ires dormir. Seja qual for o caso, colocamos o Menino Jesus no presépio e rezamos assim:
“Divino Menino Jesus, diante do Vosso presépio, Vos pedimos pela nossa família. Abençoai as pessoas que amamos e aquelas que ainda não amamos bastante. Que dentro da nossa casa habite a confiança da Vossa Mãe e o zelo do Vosso pai. Livrai a nossa casa dos males, lágrimas e angústias. Dai-nos a saúde, para que possamos cantar os Vosso louvores em cada dia do novo ano que se aproxima. Que as nossas portas estejam sempre abertas para Vós, nas visitas que nos fazeis em tantos rostos sofridos. Dai-nos a alegria da Vossa presença no nosso lar e abençoai toda a humanidade neste Natal, Divino Menino Jesus. Ámen.” E rezamos um Pai Nosso. |
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