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   2º Acampamento Nacional

27 de Agosto a 6 de Setembro de 1928
Cacia - Aveiro

Antes

“...Queremos lá ver muita gente e gente bem preparada. Começai desde já a sua preparação, adquirindo o material indispensável e acampando todos os Domingos. É um sítio magnifico pelos seus encantos naturais e pela facilidade de comunicações. Permite visitas a Aveiro, à Ria, à Costa Nova, a Ílhavo, à Base Naval de S. Jacinto, ao Buçaco, a Coimbra, etc."

Durante

“Muito se andou já desde o I Acampamento Nacional.”

Dois dias antes foi construída uma ponte para facilitar o acesso ao campo – a «Ponte Dr. Avelino», graças ao trabalho dos Chefes João Parente, Alfredo Santos e Luís Filipe e o escuteiro José Lisboa.

No dia 26 de tarde, começaram a chegar as delegações de Coimbra, Covilhã, Lisboa, Madeira e Aveiro, prontos para iniciarem mais uma grande aventura nacional. No dia seguinte, já estavam no campo todas as delegações que tinham-se inscritos para este acampamento.

O Acampamento parecia uma cidade de lona, onde reinava a ordem e a disciplina, onde apareciam, como por encanto construções muito artísticas: cozinhas, salas de jantar, mastros para as bandeiras, cabides, arrecadações de géneros, e outras coisas que demonstravam ser fruto de um espantoso gosto e dedicação dos seus criadores.

Todos os dias era celebrado uma missa com a assistência de Dr. Joaquim Francisco da Silva, na capelinha dedicada a S. António. Este sacerdote deu tudo para satisfazer a vida esperançosa dos scouts, no cumprimento dos seus deveres e da lei do Escuta.

Todas as noites eram realizadas fogueiras de campo, onde a população do campo cantava e falava do dia-a-dia de campo e para assistir a interessantes palestras sobre variados temas.

No dia 2 de Setembro, dia de festa no acampamento, depois do habitual hastear da bandeira, foi realizada uma missa campal, assistida não só pela população do campo mas também pela população local.

À tarde, foram realizadas umas promessas de dois scouts; concursos de sinalagem; jogos ; canções e uma apresentação de diversos trabalhos manuais dos lobitos de Coimbra. Depois disto, milhares de pessoas foram visitar a grande cidade de lona que era o campo.

Ao chegar a Aveiro no dia 3, os Scouts foram recebidos pelo povo em delírio. Na Câmara foram dadas umas palavras de apreço por parte das autoridades ao C.N.S por terem escolhido Cacia para ser o local do II Nacional, e também pela associação ser uma referência na educação dos jovens.

Em seguida, formaram-se vários grupos de escuteiros para visitar locais históricos e monumentos da cidade, regressando a campo por volta das 5 horas da tarde.

Dia 4 tiveram um contratempo no regresso a campo, mas resolveu-se tudo na melhor maneira.

Na noite do dia 5, o acampamento terminou com o habitual e marcante fogo de conselho em partilha dos momentos passados por cada um dos Scouts. Do lobito até ao dirigente, partiram para casa com o coração e memória marcada pelo II Acampamento Nacional.

Depois

"O Escutismo, mais uma vez o constatamos, é verdadeiramente a escola ideal dos tempos modernos, o método mais perfeito e mais simples da educação da vontade e formação da inteligência."

"Cada dia era uma região diferente a acender o Fogo de Conselho.

Certa note, sem que desse por isso, ninguém estava incumbido de tal tarefa, mas o Scout sabe bem resolver as dificuldades... Será hoje a fogueira dos Chefes.

Um Comissário junta os Chefes, distribui canhotos e os Chefes marcham formados ao seu comando.

Com vozes improvisadas ao efeito «Ombro, achas!», «Pousar, achas!», «ascender, lume!».

Foi uma bela lição de táctica aplicada, a dos senhores Chefes-fogueiros! Foi rir a bom rir..."

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