
8 a 18 de Agosto de 1932
Parque da Ponte - Braga
Antes
"Gloriosa é já a tradição dos nossos Acampamentos Nacionais, e que eles têm marcado, de dois em dois anos, duma forma bem evidente, os progressos do C.N.S. Braga vai ter em breve os alegres Scouts de todas as Regiões de Portugal. É o berço do C.N.S. e por isso merece-o.
O campo tem um enorme lago onde se pode navegar e um magnifico campo de futebol mas que vai servir para tudo menos os ditos jogos. Terão ainda carros eléctricos à porta, no entanto, as saídas individuais de Scouts só serão permitidas mediante a apresentação de um salvo-conduto assinado pelo Chefe de Campo. As despesas de alimentação estão calculadas em 5$00 diários, por pessoa.
Quem não vem ao Acampamento Nacional não é Scout, é um rosto pálido."
Durante
Este ACANAC, começou um dia mais cedo, para as delegações mais numerosas, como o caso de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, o que facilitou bastante os trabalhos, pois assim logo no primeiro dia do acampamento, as montagens de campo estavam quase concluídas.
Na chegada a campo do resto das delegações sentia-se um espírito de sacrifício nos jovens por terem deixado as suas terras mas também notava-se um entusiasmo pelos próximos dias que iam viver. Estes jovens começaram a trabalhar, montando campo sob condições difíceis pois não havia muita sombra e o sol queimava.
As regiões participantes foram avaliadas, através de vários itens como por exemplo o espírito de esforço, em que ficou em 1º Lugar a região de Lisboa com 20 valores, depois seguiram-se as Regiões do Porto e Madera com 17 valores.
Mais uma vez a imprensa nacional fez uma óptima cobertura publicando artigos sobre o IV ACANAC em tudo o que era jornal, relatando sempre a boa disposição e o trabalho das montagens, divulgando assim o valor do C.N.S. e mostrando com entusiasmo por todo o país.
Uma novidade encontrada neste acampamento, fruto de esforço e iniciativa dos seniores de Lisboa, que resultou numa publicação de um jornal diário no acampamento. O jornal, titulado como "o IV" demonstrava um bom aspecto gráfico e uma redacção de nível elevado, cheio de artigos divertidos, instrutivos e informativos. Era vendido não só em campo, mas também nas ruas da cidade de Braga, aqui, esta iniciativa foi muito bem recebida sendo um verdadeiro sucesso.
Os objectivos deste jornal era divulgar todos os acontecimentos em campo para o exterior, mostrar e partilhar acontecimentos e vivências aos scouts que não puderam participar e publicitar o C.N.S. mostrando os acontecimentos do IV ACANAC. E podemos dizer que conseguiram.
Depois de muitos dias de trabalho e diversão , scouts voltaram para casa com a alma cheia de companheirismo demonstrado neste acampamento.
Depois
“Nunca na minha vida assisti a espectáculo tão altamente significativo como o da IV. Como foi belo a vida de um Acampamento tão ordenado. Os melhores momentos passaram-se em torno do Fogo de Conselho, onde o publico ocorreu numeroso. Depois das visitas, todos foram unanimes...Como é belo o nosso Minho!
Agora ficam as recordações as botas daquele miúdo do 65 de Braga, puro modelo Charlot, a garrafeira do Porto (refiro a que trouxeram nas malas), que bem que ele escorregava..., e ainda o «pifo» daquele Chefe, apanhado a fumar o Cachimbo da Paz (elas não se apanham só com álcool!)
Os Scouts da Madeira regressaram a sua ilha no «Niassa», sendo bastante saudados à chegada.
Creio ter-se dobrado mais uma pagina de ouro da história do C.N.S.
"Aquele Pardal de um jornal de Lisboa, que nos deixamos entrar no Acampamento de graça e tratámos com todas as diferenças, para afinal andar por lá, de má fé , a procura de um pretexto para nos atacar, e como não encontrou nenhum tratou de inventar?!
Ele sempre aparece cada número!...
E não nos lembrámos nós que cada Scout tinha levado consigo uma boa vara.
Perdemos a melhor oportunidade de as utilizar."
Depois
“Nunca na minha vida assisti a espectáculo tão altamente significativo como o da IV. Como foi belo a vida de um Acampamento tão ordenado. Os melhores momentos passaram-se em torno do Fogo de Conselho, onde o publico ocorreu numeroso. Depois das visitas, todos foram unanimes...Como é belo o nosso Minho!
Agora ficam as recordações as botas daquele miúdo do 65 de Braga, puro modelo Charlot, a garrafeira do Porto (refiro a que trouxeram nas malas), que bem que ele escorregava..., e ainda o «pifo» daquele Chefe, apanhado a fumar o Cachimbo da Paz (elas não se apanham só com álcool!)
Os Scouts da Madeira regressaram a sua ilha no «Niassa», sendo bastante saudados à chegada.
Creio ter-se dobrado mais uma pagina de ouro da história do C.N.S.
"Aquele Pardal de um jornal de Lisboa, que nos deixamos entrar no Acampamento de graça e tratámos com todas as diferenças, para afinal andar por lá, de má fé , a procura de um pretexto para nos atacar, e como não encontrou nenhum tratou de inventar?!
Ele sempre aparece cada número!...
E não nos lembrámos nós que cada Scout tinha levado consigo uma boa vara.
Perdemos a melhor oportunidade de as utilizar."