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   9º Acampamento Nacional

 

16 a 25 de Agosto de 1952
Mata do Choupal - Coimbra

 

Antes

Vamos a Coimbra aspirar o ar puro da mata do Choupal, admirar paisagens, apreciar arte, criar novos laços de amizade ou estreitar existentes, mostrar o grau de desenvolvimento associativo e aperfeiçoar técnicas!... Montaremos as nossas tendas nas maravilhosas margens do rio Mondego.

Haverá concursos espetaculares onde será posta à prova a perícia de cada um e de cada patrulha!

É necessário que cada Escuta tenha, no mínimo, a 2ª classe, para que use a insígnia de campo.

O «IX» está aberto a Exploradores e Caminheiros, não participando os Lobitos mas as Chefes de Alcateia sim.

A inspeção de campo far-se-á diáriamente por equipes de Dirigentes.

Pela primeira vez entre nós, e de forma organizada, teremos numerosas representações de Escutas de outros países. Por este motivo, o IX Acampamento Nacional designar-se-á, também, como o 1º Jamboree Internacional de Portugal.

O pessoal dos serviços são conhecidos pelo uso duma braçadeira, de cor diferente consoante a área da tarefa.

Vamos ter em campo, a primeira missa de um Sacerdote escuteiro!

Durante

Esbelta e airosa, alcandorada sobre o Mondego numa confidência perpétua, Coimbra sorriu, hospitaleira e acolhedora, a todos os participantes do «IX».

Tudo quanto meses antes dissemos, foi ultrapassado pela visão que na retina se fixou para uma perpétua recordação.

O pórtico principal, erguido à entrada do campo, apresentava um aspecto magnífico com os distintivos das organizações escustistas nacionais e estrangeiras.

Estiveram representados nove países estrangeiros. Impersionante a entrada em campo dos alemães, sob formatura impecável, tipicamente germânica, ao compasso de inúmeras violas. O grande jogo dos Exploradores, para conhecer a cidade de Coimbra, foi ganho pela Patrulha Cuco, de Lisboa, e o Grande Jogo «O Homem Dragão» (com orientação, morse, homógrafo, pistas, etc.) foi ganho pela Patrulha Andorinha, de Santarém.

A malta das montagens passou a denominar-se «Tribo de Indígenas».

«O Nono», o jornal de campo, tinha uma tiragem diária de 1500 exemplares.
O «IX» terminou com o «Grande Abraço» e a Canção do Adeus. Tudo o que se erguera começava a desaparecer.

Depois

Por todo aquele campo de inolvidável memória, pairava já a saudade que o último «Fogo de Conselho» no dia anterior deixara com as derradeiras imagens do «grande abraço» e da canção do adeus. Tudo o que até então se erguera começava a desaparecer a partir dessa manhã.

O «IX» foi uma lição. Alguém perguntava como tinha sido possível levantar tal acampamento. Tudo é possível quando se lida com almas capazes dos maiores sacrifícios.

Ficam para a posteridade as mensagens dos nossos irmãos estrangeiros.

Onde ficou a colher de pau da Região da Guarda? Tinha lá estes versos:

«O Escuta quer à gente
E toda a gente lhe quer, 
Porque ele é de boa mente,
Pau para toda a colher.»

Deram baixa ao Hospital algumas dezenas de Alemães. Feito o diagnóstico, verificou-se ser uma epidemia de «Bananite aguda». A terrível doença que obriga a correr a 100 Km/hora para passar.

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