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   10º Acampamento Nacional

 

17 a 27 de Agosto de 1956
Avintes - Porto

 

Antes

"A impressão que tive quando tornei o primeiro contacto com o local foi de agradabilíssima surpresa, senti-me numa floresta, esqueci-me que estava numa quinta. Não faltará, portanto, ambiente de aventura e condições admiráveis para darmos largas as nossas iniciativas escutistas.

O Rio Douro banha suavemente a floresta, tão familiar lhe é, que ali o rio poder-se-ia chamar nosso e certamente constituirá na vida do Acampamento um verdadeiro centro de interesse (...).

Não vamos perder esta oportunidade magnífica de marcarmos uma presença, que seja afirmação de Valor e uma certeza de que vamos seguindo pelo caminho certo.

O X Nacional será o coroamento de um esforço e de um trabalho que, estou certo, já começou para todos e que vai continuar. Até lá - e não esqueçamos - O Rio Douro naqueles dias será nosso!" (Flor de Lis - Março de 1956)

O ano de 1956 foi um ano de glória, visto que seria o segundo nacional realizado, na região do Porto."  

Durante

Este acampamento foi alvo de muitos votos de desejos de sucesso por parte das associações escutistas estrangeiras. Na edição da Flor de Lís de Agosto de 1956 foram publicado esses mesmos votos, lê-se mensagens de Lord Rowallan Escuteiro Chefe da Comunidade e Império Britânico; outra do Comissário Internacional do Escutismo Holandês; um telegrama do Comissário Internacional do Escutismo Alemão e muitas outras agradáveis e motivantes mensagens.

O X foi aberto pelo D. José de Lencastre, que discursou para um grande número de escuteiros, inclusive escuteiros estrangeiros. Evocou para o cumprimento da Lei e da Promessa e da realização da Boa acção de cada um dos escuteiros, terminando o discurso pedindo para que os escuteiros vivessem os dias seguintes, num espírito de boa disposição aproveitando a companhia do Rio Douro e da floresta, porque a vida é o bem mais divino que Deus nos deu. Últimas palavras do discurso do Chefe de Campo foram "Fortificar e governar o corpo - alimentar e iluminar a inteligência - educar e elevar o coração."

A chuva acompanhou sempre o dia-a-dia do Acampamento, o que aumentava o risco de doenças. mas apesar disso  o entusiasmo dos escuteiros esteve sempre em alta.

Ao ver o contingente deste Acampamento, notou-se que havia um grande número de exploradores, o que era realmente muito gratificante para o escutismo português, porque era sinal de que o Movimento estava a chegar aos jovens com eficácia.

Mais uma vez se reparou na perfeição de muitas construções e trabalhos em campo, verdadeiras montras do empenho das centenas dos escuteiros. Estas construções, presentes nos vários sub-campos eram muito bem estimados ao longo dos dias, isto porque diariamente essas construções eram inspeccionados pelos chefes de campo. Impressionante era também a azáfama que os escuteiros faziam pois transformavam-se em verdadeiros donos de casa.

Quem visitava o campo, ficava completamente admirado com os imensos trabalhos realizados e espalhados pela floresta. Eram grandes e belos pórticos, eram confortáveis mesas e cadeiras, cozinhas muito práticas,...Tudo isto demonstrava que o escuteiro português é um escuteiro com uma técnica muito apurada e que adiciona ao seu trabalho uma alegria exemplar.

Escreveu-se que o X, em relação ao Nacional passado, notou-se um interesse maior pelas actividades, o que criou um sentimento maior de responsabilidade e de rigor na qualidade de criação das actividades, pois certamente para o próximo ACANAC os escuteiros vão, e ainda bem, exigir um acampamento ainda melhor que este.

Depois

“Recordo bem os Fogos de Conselho, animados, brilhantemente dirigidos pelo Padre Gamboa.

Porque há um movimento juvenil católico que acabou de reunir durante dez dias cerca de 1500 jovens rapazes, a viverem o melhor que sabem, temos que chegar à conclusão de que nos encontramos diante dum método de educação muito sério...

Foram mais de 10.000 os visitantes. Patrões houve que organizaram a visita dos seus operários, professores levaram os seus alunos, directores de colégios que levaram os seus educadores, párocos com os seus catequistas, e tantos outros...

Não há dúvida que o C.N.E. conquistou novos e mais largos horizontes”

“A bela praia do «X» proporcionou aos acampados horas de sã alegria e prazer inesquecível. E as suas finíssimas e doiradas areias?... Consta-nos que um Escuta brincalhão lançou a um outro um punhado de areia... e só lhe partiu a cabeça!”

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