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   11º Acampamento Nacional

5 a 15 de Agosto de 1960
Quinta da Marinha, Estoril - Lisboa

 

Antes

"Poucos meses nos separam já do XI Acampamento Nacional! E é de novo a Região de Lisboa, volvidos vinte e seis anos, que vai abrir as portas de par em par para receber os participantes - portugueses e vindos d'além fronteiras - , dessa «nova cidade cosmopolita», a levantar em alegre azáfama e a manter durante uma dezena de dias, em perfeito contraste do que é por natureza efémero com o benéfico efeito de coesão que resulta para o Movimento e com os laçõs de amizade e fraternidade escutista que se criam ou mais se estreitam em cada acampamento e que perduram longamente, enriquecendo as nossas vidas" foi com este parágrafo que iniciou um artigo publicado na edição de Janeiro da Flor de Lís que serviu de apresentação ao 11º ACANAC. Esse artigo comunicava as regras e a data da realização da actividade contudo o local, nesta altura ainda não tinha sido decidido.

Durante 

O XI contou com a presença de quase um milhar de escuteiros portugueses, lusófonos e estrangeiros.

Os caminheiros começaram a chegar a campo 15 dias antes de começar o acampamento a fim de preparar o campo para a abertura da grande festa escutista, no dia 7. Neste dia, todos os escutas participantes assistiam à cerimónia e escutavam as entusiasmadas palavras de D. José de Lencastre.

Nesse resto de dia e o dia seguinte, resume-se ao dedicado trabalho de montagens das construções. Dia 9, 300 escuteiros visitaram o Acampamento Internacional da Juventude e assistiram à inauguração do Monumento Infante D. Henrique, evento referente a este acampamento internacional.

No dia 11, enquanto jornalistas visitavam o local de campo, os escuteiros realizavam uma excursão à serra de Arrábida e Setúbal, após visita à cidade de Lisboa.

No dia 13 o Ministro da Presidência, Dr. Theorónio Pereira visitou o Acampamento, ficando fascinado com os trabalhos realizados e pelo aprumo demonstrado pelos escuteiros participantes e em seguida pela 17h, esta individualidade assistiu maravilhado à uma das mais impressionante Festa de Campo que alguma vez o C.N.E. realizou.

No dia seguinte, pelas 12h é celebrado a missa em campo, que mais uma vez é realizada no Dia de D. Nuno Álvares Pereira e mais tarde foi acesa a fogueira do Fogo de Conselho por uma chama transportada desde Aljubarrota por uma delegação de escutas.

Finalmente o dia mais triste do Acampamento, dia que é vivida pelos escuteiros com um sentimento de saudade pelos momentos passados nos últimos dias, dia que muitos dos participantes despedem-se dos camaradas escuteiros e voltam para casa, recordando para o restos das suas vidas, todos os momentos de confraternização com escuteiros de outros países.

Depois

“Este grande encontro foi na verdade inolvidável. Só quem lá esteve poderá saber como foram esses dias. Houve mais a preocupação de produzir bons Fogos de Conselho do que espectáculos de sensação. Porém, organizar Jogos de Pista para mais de 50 Patrulhas foi o fim. E no final houve vítimas, como é evidente.
A nota dominante neste XI Nacional foi permitir o ambiente de camaradagem e fraternidade que nele sempre dominou.”

“ – Olha lá! Que é aquilo?
- Parece-me um Chefe...
- E muito orgulhoso. Devia ter tirado a 2ª Classe e por isso a pôs na camisa.
- Pertence ao «ZOO», não pertence?
- Pela boina, deve ser,
- Ah! Mas ele está cheio de coisas bonitas, do tempo da outra senhora...
- Já ouvi dizer que vai «pregar» o distintivo deste Nacional por baixo dos outros.
- Pregar, dizes bem. E hão de ser pregos já crescidos!...”

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