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   13º Acampamento Nacional

 

17 a 25 de Agosto de 1968
Serra de S. Mamede - Portalegre

Antes

O local escolhido para este ACANAC foi com base de um sonho antigo...realizar um Rali Nacional! Então o campo foi na pista de rali de Portalegre, pista essa com 200 metros e com bom piso, situado dentro do perímetro florestal da Serra de S. Mamede, a 7 quilómetros da cidade de Portalegre e da fronteira espanhola.

Como Equipa organizadora foi nomeada a Patrulha de Estudo Lobo, originaria de Lisboa, com vasta experiência em organizar Ralis na sua região, o que garante desde essa altura o exito no actividade.

Foi de facto um sonho muito arrojado que implicou muito trabalho. Regulamentou-se que cada Região deveria concorrer com 3 carros, contando ao todo 20 a 30 carros, tendo cada região, a possibilidade de organizar um Rali Regional até 30 de Abril de 1968, de forma que treinem para estarem em forma no Rali Nacional e para apurarem os 3 melhores carros que participarão no Nacional.

Quanto aos caminheiros neste Acampamento foram chamados para os serviços, divididos em 15 áreas. O início de trabalhos para os caminheiros fo no dia 1 de Agosto com o objectivo de montar o campo e para preparar tudo o que foi necessário para a abertura de Acampamento Nacional. 

Durante 

Antes do grande inicio do ACANAC, estiveram 28 dirigentes, Caminheiros e 5 guias inglesas a montar o campo, pela seguinte forma dividiram-se em 4 equipa, um montou as tendas da chefia e dos serviços, outra construiu as latrinas, a terceira tratou dos chuveiros e finalmente a quarta equipa montou todas as construções de troncos e cordames. Esta fase anterior ao Acampamento foi um êxito, tendo ficado tudo terminado antes do início do Nacional.

Iniciado o acampamento e até ao encerramento do ACANAC, houve muitas actividades, mas destacamos uma Aventura realizada para os juniores. Esta actividade foi dividida por duas partes relativas à espionagem e contrabando, e cada parte tinha 2 jogos, a Espionagem tinha o jogo "Operação Jam" e a "Operação Bori" e a parte do Contrabando tinha a "Operação Tic-Tac" e a "Operação Tofa". Esta grande Aventura consistia em 5 postos, e em cada posto, através de mensagens eram dadas informações sobre a posição, maneira de se vestir e sinais de identificação do espião ou contrabandista que deveriam ser descobertos pela patrulha, conforme a intuição e interpretação das indicações adquiridas.

À que destacar outra grande actividade, "A Volta ao Mundo em 90 minutos",Foi um jogo técnico que transformou o campo num mundo. O campo foi dividido em 6 áreas que simbolizaram os 6 continentes, onde as patrulhas tiveram que parar, em cada área tiveram que fazer um teste referente ao continente onde estavam. Para tornar este jogo mais difícil, montaram 2 obstáculos em cada continente, também directamente relacionado com cada um, outra dificuldade criada foi impor que cada patrulha tinha que fazer esta "Volta ao Mundo" em 90 minutos.

Finalmente o grande sonho foi realizado no dia 24, à tarde na pista de Portalegre. Os três melhores carros de cada região estavam presentes, prontos para dar o seu melhor, no 1º Rali Nacional. Foi uma actividade, no mínimo marcante na história dos Acampamentos Nacionais, não só pela grandeza e pela novidade da actividade mas também como uma demonstração de um empenhamento enorme, desde o inicio da construção do carro até à grande prova nacional.

Tudo esta vivência foi recordada na despedida deixando uma pergunta no ar "O que será que acontecerá de novo e grandioso no XIV ?" e houve, sem dúvida uma vontade enorme de estar presente na próxima festa nacional escutista.

Depois

"Com o XIII Acampamento Nacional, o C.N.E. demonstrou, mais uma vez, vigorosa e jovialmente, que o escutismo atravessa, entre nós, uma fase de vitalização sem paralelo.

Nem sabemos mais o que salientar: se o número surpreendentemente elevado de escuteiros em campo - mais de 2000 - se a capacidade de organização da Equipa de Campo; se a variedade e originalidade do programa de actividades; ou ainda a presença de tantos irmãos escutas de oito países diferentes, conferindo a este Encontro o sabor de um autêntico Jambori!

No entanto, quer-nos parecer que o XIII virá sobretudo a ser lembrado como o primeiro e grande ACAMPAMENTO DE PATRULHAS, de tal maneira tudo foi concebido e tudo se realizou em função dessa unidade elementar que se chama PATRULHA. Deixou de haver nos Nacionais a velha emulação entre as Regioões para passar a contar apenas a Patrulha Águia, ou a Pinguim, ou a Javali... Para cada 7 rapazes - 1 tenda, 1 cozinha, 1 refeitório e um local na mata para montarem as instalações da Equipa, com inteira liberdade de concepção e execução.

Que as patrulhas corresponderam bem a esta nova orientação dos Nacionais, provaram-no as inscrições em massa para os jogos, para as actividades no inteiror, para as actuações nos Fogos de Conselho; provam-no ainda, especialmente, as magníficas e originais construções de campo e a vivência entre escutas das mais variadas procedências, pois as patrulhas vizinhas pertenciam a regiões ou países diferentes.

Dois grandes amores, apelo de serviço que honra e enobrece quem lhe responde com alegria, generosidade e até heroísmo, se tanto for necessário. O altar, a montanha e as bandeiras, pistas de serviço de Deus e do próximo, ideal que se viveu no XIII, marca que define o homem e ainda mais o cristão.

Se a alegria foi a característica mais saliente deste acampamento, foi porque tudo corria bem, a começar pelo espírito escutista. As dificuldades não constituiram qualquer obstáculo à vida do acampamento, e quase todos sabiam como resolver «problemas» - e quem ainda não sabia... acabou por saber!

Dia a dia correu o tempo admirávelmente.

Por tudo, Graças ao Senhor!"

"Há uma juventude que nunca morre: é a juventude dos que se deixam possuir dum ideal. Veja-se o exemplo do Chefe Nacional D. José de Lencastre, sempre sorridente, passeando aos ombros dos jovens do XIII!!" 

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