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   14º Acampamento Nacional

 

18 a 15 de Agosto de 1973
Mata dos Marrazes - Leiria

 

Antes

Este Nacional foi comemorativo do 50 anos do C.N.E. e foi realizado na Mata dos Marrazes.

Para este ACANAC tão significativo para a associação foi criado campos para todas as secções, retirando os caminheiros dos habituais serviços e pô-los a viver directamento com o Jogo do Escutismo e estabelecendo como grande objectivo, analisar o caminheirismo depois destes 50 anos do Escutismo em Portugal.

O distintivo deste Nacional fui fruto de um concurso lançado em Janeiro, cujo data limete de entrega da proposta foi 28 de Fevereiro de 1973.

Anunciou-se antecipadamente as actividades possíveis para o XIV, e esperava-se fazer mergulho, montanhismo, pára-quedismo, espeleologia, volei, judo, tiro, raid, serviço e radio.

Devido ao extraordinário valor histórico deste acampamento. à qual assinalou os 50 anos da associação sentia-se o entusiasmo febril por todo o país. Todos queriam estar presentes orgulhosamente e mostrar o valor escutista pessoal de cada um.

Durante 

A primeira secção esteve representada por mais de 400 lobitos, que trouxeram alegria ao Acampamento e à cidade de Leiria.

Houveram saudades de casa, o que é normal num acampamento de longa duração, onde a água é fria, a comida diferente e o descanço é diminuto, mas para todos os que lá ficaram todas estes incovinientes passaram cedo a saudosas recordações.

Também no campo das restantes secções tudo isto se veio a sentir, mas encarado de uma forma mais corajosa e aventureira!

Sim, viam-se escuteiros cansados, mas sempre com um sorriso no rosto. Trabalharam nos Abastecimentos, Restaurante, Saúde, Montagem, Desmontagem, Segurança, Transmissões...

A todos os acampados deram-se a conhecer os locais mais importantes dos arredores de Leiria. Passou-se por Nazaré, Alcobaça e Cova da Iria. Na Nazaré, pode dar-se uma «banhoca» e desfrutar-se de águas azuis e calmas. Rumo a Alcobaça, passavam-se pelos túmulos de D. Pedro a D. Inês. Em seguida, em Fátima e na Cova da Iria, era celebrada a missa na Basílica, e numa dependência do Santuário, foi apresentada uma documentação filmada sobre a História das Aparições.

Os campos viam-se bem arrumados e decorados, com técnicas variadas: desde portas giratórias, a portas automáticas, frigoríficos, tendas suspensas, sofás, cadeiras, mesas, vestiários, roupeiros, cabides... Tudo construído «à escuteiro»: com madeira e sisal.

De novo, houve corridas de carrinhos, raids, jogos de cidade, e diversas outras actividades!

Agora... esperamos pelo XV! 

Depois

Para quem teve o prazer de estar presente no XIV Acampamento Nacional, não será fácil esquecê-lo tão depressa.

O XIV foi somo o carregar de baterias para os próximos anos. Foi o reencontro com os «velhos» amigos, o reviver de outros acampamentos, o recordar de peripécias que jamais esquecerão. Foi o iniciar de novas amizades, o selar de pactos futuros, de trocas de notícias e recordações.

Elementos houve que trabalharam até à exaustão. Outros, que foram até onde lhes permitiram as forças.

O C.N.E. já era grande, mesmo muito grande, mas parece-nos que este «Jubilar» trouxe ainda maior grandeza e, por conseguinte, mais responsabilidade para o movimento.

É necessário que haja, agora, um reunir de forças e boas vontades para prosseguirmos na grande caminhada.

Contamos contigo!

Ao longo da preparação do XIV, a RTP e a Rádio Universidade, 33 jornais e revistas, num total de mais de 100 referências, deram a conhecer o Grande Acampamento.

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