5 a 13 de Agosto de 1978
Ílhavo - Aveiro
Antes
Nos dias 4 e 5 de Dezembro de 1977 realizou-se uma reunião de trabalhos em Aveiro com uma visita ao local do XV acampamento nacional a realizar em Ílhavo, sendo que nesta reunião ficou montada a "máquina" para o arranque do ACANAC no ano seguinte.
O XV ACANAC foi dividido em 3 secções: a II dirigida pela região de Braga, a III pela região de Lisboa e a IV pela região de Setúbal. Ficou combinado que a entrada em campo teria início às 14 horas de dia 5 de Agosto (sábado) e o domingo destinar-se-ia à montagem de campo, cerimónia oficial de abertura e celebração geral e que no dia 12 teria lugar um arraial, a grande celebração e o encerramento, sendo que no dia seguinte seria a desmontagem de campo e o regresso.
Todo o expediente foi tratado com a Junta Regional do Porto e os abastecimentos de água e luz foram garantidos pelo presidente da Câmara.
Durante
O XV ACANAC foi o fruto dos esforços de uma equipa dotada da melhor vontade de acertar. É certo que nem tudo foram rosas, contudo todos procuraram fazer o melhor possível.
Ainda pouco conhecidos entre nós, melhor no Escutismo português, e muito menos praticados, os ateliers tiveram no XV Acampamento o lugar que merecem, sendo que foram a base da actividade dos Juniores, composta por 14 postos, separados por alguns quilómetros, com ateliers sobre variados temas, entre os quais: fazer anilhas, bainhas para facas de mato, flautas, canas de pesca, flores de lis em barro, pratos, canecas, lanternas, etc. Estes ateliers trouxeram para o Escutismo o sabor da descoberta, da criatividade e da habilidade.
Acabada a actividade dos Juniores, estes chegaram a campo dia 10, sendo que no dia seguinte cada um recebeu o certificado de viagem numa cerimónia alegre e participada. Foi então altura de olhar para trás, hora de avaliação e de crítica.
No que respeita aos 600 Séniores presentes no Nacional, o lançamento de um tempo de vivência e de experimentação do Empreendimento era ponto obrigatório, uma vez que muitos dos participantes nunca tinham vivido uma experiência deste tipo, sendo que o XV foi o primeiro encontro nacional dos Séniores.
O XV foi assim um somatório não só quantitativo mas também qualitativo do trabalho desenvolvido ao longo do ano escutista, mostrando-nos assim as nossas limitações como Escuteiros.
Também o Radioescutismo marcou presença no Acampamento, operado por 5 Escuteiros com a colaboração de radioamadores aveirenses. Os participantes tiveram assim possibilidade de contactar com 56 países depois da palestra sobre Radioamadorismo dada no dia 6, no campo da IV.
Este acampamento foi classificado pela maioria dos presentes como “um pouco pior do que esperavam” ficando assim à espera que o XVI seja melhor, embora tenham partido saudosos pelos momentos passados.
Depois
“O «XV» foi fruto dos esforços duma equipa dotada dos melhores esforços de acertar. É certo que nem tudo foram rosas, mas fiquei convencido de que todos procuraram fazer o melhor possível.
As actividades no âmbito da protecção da natureza e ambiente foram bem aceites por todos.
O ensaio de novos métodos de educação poderá ter sido o maior factor do sucesso obtido. E o sucesso continuou na agradável convivência de Escuteiros de todas as Regiões do País e também com Escuteiros do estrangeiro. É a função primordial da Fraternidade Escutista."