Escutismo » Corpo Nacional de Escutas » História do CNE » Acampamentos Nacionais » 18º-1992-Palheirão   Entrar :: English  ::  Contactos
 Pesquisar

   Documento
   
 
     
 
 
   
 Imprimir   
   18º Acampamento Nacional


4 a 11 de Agosto de 1992
Praia do Palheirão - Coimbra

 

Antes

"A fronteira do Homem" ... O XVIII Nacional começou a ser preparado atempadamente para que as falhas fossem mínimas, em Janeiro de 91 abriram o concurso para se escolher o símbolo oficial da actividade, em Fevereiro o concurso para a Canção que oficializou o ACANAC, em Março já estava decido o local, a data, o tema, os participantes e os preços e em Abril abriu também o concurso para a mascote do ACANAC.

O local escolhido foi a Praia do Palheirão no concelho de Castanhede em Coimbra nas datas 4 a 11 de Agosto de 92. A condição humana respeitante a valores, atitudes e sistemas que a cultivam foi o tema eleito para o Nacional 92 em que todas as secções puderam participar, embora os Caminheiros só pudessem participar no Rover.

O valor da actividade ficou combinado ser entre 400$00 a 750$00 cada título.

Um ano antes estavam já inúmeras infra-estruturas construídas em campo com vista ao Acampamento Nacional, obra de um grupo Escuteiro de Coimbra.

Durante 

Situado no litoral, no espaço de uma mata nacional, o acesso ao ACANAC foi feito por uma estrada em mau estado e portanto tanto a chegada dos participantes como do material foi bastante dificultada e morosa.

Ao longo de uma extensa avenida estenderam-se os quatro campos das secções, bem como outras infra-estruturas: Hospital de Campo, Correio, Telefones, Bar, supermercado, entre outros.

A cerimónia de Abertura foi realizada na quarta-feira, na Arena, depois da chegada dos convidados. Os milhares de jovens acampados desfilaram até ao recinto demorando uma boa hora na sua passagem. Lenços das quatro secções e o colorido dos estrangeiros encheram o local de uma onda de gente alegre e viva.

Na cerimónia discursaram o ex-Chefe Nacional Vítor Faria e o ex-Ministro Marques Mendes, seguidos da subida ao estrado do Chefe de Acampamento a dar o ACANAC como inaugurado. De mau grado foi o atraso do início das cerimónias no entanto a alegria reinava. Seguiu-se a tradicional Eucaristia e no final desta as actividades começaram para grande entusiasmo dos acampados. Quanto à alimentação neste Acampamento água não faltou, quer para higiene pessoal, confecção de refeições, lavagem de roupas ou simplesmente para beber. As ementas estabelecidas para o ACANAC foram de confecção simples, com calorias e nutrientes indicados, sendo assim do agrado geral, contudo aconteceu que as quantidades foram tão reduzidas que geraram protestos nos dois primeiros dias e tiveram que ser aumentadas até ao encerramento de campo. Com o pão os problemas também estiveram presentes não só pelo tamanho do mesmo como também à validade, tendo por isso gerado grande prejuízo em termos de contabilidade. A Intendência funcionou em condições exemplares, com uma equipa que se esforçou para satisfazer as necessidades dos 10000 acampados. Também o exército local fez deslocar um carro e equipamento diverso que proporcionou banhos quentes aos Lobitos, medida esta de louvar. Uma Videoteca, uma pista de obstáculos e uma Exposição de Nós foram também montados em campo para lazer dos participantes.

Tendo em vista a defesa do ambiente foram criados nos diversos campos espaços de depósito de detritos sólidos para reciclagem, tendo sido assim o ACANAC espelho do asseio necessário.

Ponto alto deste ACANAC foi a confecção da grande manta de retalhos que depois de completa atingiu 3 milhares de metros quadrados, o que lhe deu a entrada no "Guiness Book".

Quanto ao Encerramento, este não foi em conjunto uma vez que a experiência mostrou que na Arena principal seria uma perda de muitas horas, assim sendo ele foi feito em cada um dos Campos.

Ficou a ideia de que embora muitos tenham vivido plenamente a festa que foi o Nacional, outros não tiraram o devido partido da mesma, mas mesmo assim todos regressaram para casa já com saudades dos 8 dias passados no campo, com a certeza que outro ACANAC viria.

Depois

"A condecoração atribuída ao C.N.E., a Ordem do Mérito, que o Prof. Cavaco Silva i,pôs na nossa bandeira, é justa e contribui para louvar todos os nossos Dirigentes que ao longo destes 76 anos têm vindo a dar o melhor de si em prol da melhor causa que conhecemos: a Juventude Portuguesa.!

A Sociedade reconheceu o empenho dos pais, avós, irmãos e outros parentes que deixaram os seus jovens participarem no Nacional, e os que obrigou a grandes despesas, à perda de dias de férias, a fazerem quilómetros e quilómetros por essas estradas de Portugal. Se cada Escuteiro representar uma família, fácil é dizer que mais de 50 000 pessoas viveram aquela semana de campo de manhã à noite."

"Decerto que depois do Adeus, ficou a vontade de nos voltarmos a reunir. Se assim for, aguardemos a chegada do Nacional'96."

 Imprimir   

© 2008 Copyright - Portal Oficial do Corpo Nacional de Escutas - Todos os direitos reservados.
Colaboradores - Avisos legais - Sugestões/Erros