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   19º Acampamento Nacional


4 a 10 de Agosto de 1997
Valado de Frades - Nazaré

 

Antes

Como de costume, desde cedo começou um enorme "comichão" no entusiasmo dos nossos escuteiros, até porque se ia comemorar os 75 anos do CNE e era de uma enorme vontade que este evento fosse vivido por um grande número de escuteiros.

O lema deste Acampamento foi "Não há Longe nem Distância" o que dá uma ideia dos grandes e ambiciosos objectivos deste acampamento - unir os escuteiros portugueses e estrangeiros num ambiente festivo e fraterno.

Começou a estabelecer-se o número de participantes : 1000 da I secção, 3000 da II secção, 2500 da III ,1500 participantes da IV e 100 elementos da Fraternidade Nuno Álvares. E quanto a contingentes estrangeiros, só podem participar elementos da II, II e IV secção.

Valado dos Frades tem uma história muito interessante. Valado deriva do "Velado" de "velar" por existir um frade encarregue por vigiar ou velar pelos campos pertencentes ao Mosteiro de Alcobaça, e é "dos Frades" por se dever aos frades do Mosteiro o seu desenvolvimento, e a sua instituição como paróquia por volta da primeira metade do século XIX.

Valado, deriva de Vallada (século XIII) nome de origem geográfica que significa vale muito extenso. Este nome manteve-se até ao século XVI e a partir do ano de 1662, Vellado e Vallado já eram expressões frequentes.

Durante 

Neste Acampamento contou-se ao todo pouco mais de 6000 participantes.

Cada secção viveu, estes dias uma mística e tema próprio do ACANAC, com a I secção tentou-se procurar ensinar o "sentido das coisas" aos lobitos, vivendo, como é habitual, o Imaginário do Livro da Selva, e tendo como símbolo o Lobinho.

Os exploradores usufruíram de uma Aventura no Mar, onde os Descobrimentos é utilizado para que os juniores se descobram ao nível psicomotor, através de jogos. O símbolo utilizado nesta secção é o Astrolábio. Quanto aos Pioneiros moveu-se pelo imaginário do "Desejo do Progresso", num ambiente estranho que é o Espaço, procurando assim explorar o Homem na sua relação com o universo e com questões humanas. Para ajudar o pioneiro neste ambiente estranho que é o Espaço, foi utilizado o símbolo Estrela, que guiou e desafiou o Pioneiro a procurar as respostas às tais questões humanas.

Finalmente os caminheiros, num imaginário que é o Tempo e com o símbolo Relógio, aprofundaram-se pela fé, em que meditaram sobre as suas grandes opções e na forma que se ocuparem no seio da comunidade.

A cerimónia de abertura foi morosa, cheia de discursos e palavras que duraram até à hora do almoço, houve até participantes que dispersaram mesmo antes da cerimónia cessar, contudo a entrada das bandeiras, o som das fanfarras, as largadas dos balões e de dezenas de pombos embelezaram este evento. Outro evento a realçar neste acampamento, foi o festejo da entrada de Moçambique para a Comunidade do Escutismo Lusófono e o início da celebração dos 75 anos dos CNE.

Reconheceu-se o magnífico empenho de todos os escuteiros que estavam nos serviços, o Bolina (jornal do XIX ACANAC) muito falou sobre o trabalho realizado pelos incansáveis homens e mulheres, para que tudo corresse bem.

O ACANAC anterior foi recordado eternamente pela construção da maior manta de retalhos do mundo (registado como recorde do Guiness) Também, neste acampamento tornou-se uma grandiosa recordação. a recolha de sangue realizada em campo, que se tornou a maior acção nacional, organizada pela Federação das Associações dos Dadores de Sangue, alguma vez feita até à altura.

A Fraternidade Mundial Escutista também foi vivida neste ACANAC, com a participação de 150 escuteiros estrangeiros, oriundos da Suécia, França, Polónia, Bulgária, Brasil, Chile, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e S. Tomé e Príncipe. Um grupo de caminheiros de Timor Leste também esteve presente nesta festa nacional.

No final, bonita foi a imagem de ver todos os escuteiros, de mãos dadas cantando a música do "Adeus", que foi mais um "Até à próxima!".

Depois

Acabado este acampamento, o CNE para além de estar orgulhoso pelos dirigentes e escuteiros que "adoptou" nesta família que é o Escutismo, mostrou à sociedade que consegue realizar grandes acontecimentos, em regime de voluntariado.

"Certamente que o CNE não vai para o "Guiness de sangue", mas para que batemos mais recorde, lá isso é verdade. Os meios técnicos e pessoais disponibilizados pelo Instituto Português de Sangue foram surpreendidos pelas 500 recolhas realizadas das mais de 750 inscrições, faltaram os meios... Vamos continuar a dar sangue, agora nas nossas terras. A Vida agradece!"

 

 

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   Hino do XIX ACANAC

 

O hino foi escolhido depois de uma apreciação de 7 propostas, através dos seguintes critérios : identificação com o tema proposto, melodia, ritmo, qualidade da letra, originalidade e espírito escutista.
O júri foi composto por José Gouveia, responsável pelas relações públicas do ACANAC, Maria Helena Margarida, professora de música, José Miguel Dias, dirigente do CNE, Paulo Jorge Laia, antigo escuteiro do CNE, Fernando Inácio, caminheiro do CNE e Rui Inácio, secretário deste júri.
A letra vencedora é da autoria de Fernando Perdigão e é a seguinte:

Se és Lobito, 
Chefe ou Caminheiro,
Explorador,
ou Pioneiro,
Estamos Unidos, 
Numa Só Missão
E Somos Iguais Nesta Canção

Não há Longe Nem Distância
Há um Futuro, Que Espera de Nós
Algo Novo, Diferente
Grita Alerta A Nossa Voz (Bis)

Há Um Sorriso, 
Em cada Olhar,
Há Um Motivo,
Para Cantar, 
Esta Canção,
O Hino Que É 
Do Acanac - Alerta - CNE

Não há Longe Nem Distância
Há um Futuro, Que Espera de Nós
Algo Novo, Diferente
Grita Alerta A Nossa Voz (Bis)

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   A insignia do XIX ACANAC

O logotipo do ACANAC é constituído por um conjunto de símbolos compostos. Um dos símbolos é a tenda que representa o passado e entende-se como a instalação do Homem num meio ambiente e a implantação do CNE. Este passado produziu e preparou o Presente através das regiões, núcleos, agrupamentos, unidades, bandos/patrulhas/equipas, conduzidos por regras e por planos previamente estabelecidos com base do Escutismo. O passado representa também a chegada a campo e montagens, imagem que simboliza assim a implantação do CNE na sociedade.
O presente, como já foi dito que é preparado pelo Passado, é o acampamento propriamente dito, que foi vivido por uma dinâmica incutida pela Associação e culminou com uma enorme festa, celebrando assim todo o projecto criado para o acampamento. O símbolo que representa este Presente é o Sol.
O Futuro foi vivido no último dia de campo (encerramento), esta fase da vida teve que ser lembrada, até porque este ACANAC foi o último do século XX, por isso era fundamental reflectir o futuro da Associação, neste virar de século, tendo sempre em mente que "Não Há Longe, Nem Distância". Este futuro é simbolicamente representado pela Águia que também foi a mascote de Campo, representa também o ir mais além, voar o mais alto e mais longe.

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